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O Instituto Procomum começou a ser gestado em 2015, com a realização do projeto Tecnologias e Alternativas, cujo foco era repensar o papel das organizações da cultura livre em face das transformações ocasionadas pela internet – com o avanço da espionagem de Estado e a colonização da rede pelas grandes corporações de redes sociais. Neste momento, já estava latente a questão do comum como agenda que organizou as ações da cultura digital brasileira durante os anos de Governo Lula (2003 e 2010).

Em agosto de 2015, o projeto do Laboratório Santista (LABxS), projeto do Instituto Procomum (que não havia sido formalmente criado), foi selecionado para a primeira edição do programa de residências de Inovação cidadã promovido pela Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB) em parceria com o MediaLab-Prado da Espanha. Ao lado de experiências da Argentina (SantaLabs) e do Uruguai (Montevidéu LAB), o LABxS foi prototipado, mantendo seu foco na cultura livre, mas incorporando a inovação cidadã.

O projeto Tecnologias e Alternativas desenvolveu uma série de atividades, de pesquisa, diálogo, visita técnica e experimentação, o que permitiu à equipe fundadora do Instituto Procomum compreender melhor o cenário contemporâneo, não só no Brasil, mas também na Ibero-América, África e Ásia. Percebemos que as questões que nos afligiam no início daquele projeto também se faziam presentes em outros contextos, e que a questão da reestruturação das organizações para lidar com o mundo atual é um tema bastante candente. A partir do acúmulo gerado por essa pesquisa, nos propusemos a criar o Instituto Procomum – IP.

Entre março e junho de 2016, realizamos em Santos o LAB.IRINTO – Encontro Internacional de Cultura Livre e Inovação Cidadã. O LAB.IRINTO foi um processo de debates, trocas de experiências e articulação internacional entre criadores da Baixada Santista, de outras regiões do Brasil e do mundo, com dois meses de duração. Nesse processo, conseguimos (1) subsidiar a concepção do LABxS (Lab Santista), um laboratório de cultura livre e inovação cidadã que é nosso principal protótipo em andamento; (2) fortalecer uma rede nacional de cultura livre e inovação cidadã e (3) avançar na articulação internacional em torno da agenda de bens comuns.

Em 18 de agosto de 2016, o instituto foi formalmente constituído e desde então vem desenvolvendo uma série de projetos e ações com foco na transformação social.