O projeto Tecnologias e Alternativas integra a rede de inovação cidadã, articulada pelo projeto Cidadania 2.0 da Secretaria Geral Ibero-americana, colaborando com inúmeras iniciativas da América Latina e da Península Ibérica. Esse processo já resultou na elaboração de alguns documentos fundamentais que compilam os desafios que temos para fortalecer a cultura digital aberta e livre, e a inovação de baixo para cima em nossos países.

Sobre os laboratórios cidadãos há um documento específico, produzido a várias mãos, e aprovado pelos chefes de estado do nosso continente. É um excelente ponto de partida para quem quer pensar nesse assunto e começar a montar o seu próprio laboratório. Nele, podemos ler:

Os laboratórios cidadãos são espaços nos quais pessoas com diferentes conhecimentos e diferentes graus de especialização se reúnem para desenvolver projetos conjuntos. São espaços que exploram as formas de experimentação e de aprendizagem colaborativa que surgiram a partir das redes digitais para promover processos de inovação cidadã. Sob o ponto de vista do processo de IC, estes projetos trabalhados e criados em laboratórios cidadãos, têm a característica de procurar uma transformação social que contribua para o desenvolvimento cultural, social e económico dos nossos países.

Os laboratórios cidadãos são novos contextos de produção, abertos e colaborativos, que têm a característica de serem efetivamente acessíveis e inclusivos, alargando, além do mais, a quantidade e a diversidade dos utilizadores que participam nas suas atividades.

Nos últimos anos surgiram diferentes formas de laboratórios cidadãos: medialabs, citilabs, hacklabs, maker spaces, living labs, etc., que se inspiram nas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) e aproveitam as possibilidades que estas oferecem, em especial a Internet, para a criação de espaços de encontro e de experimentação coletiva.

Ao contrário das instituições públicas que herdamos, tais como os museus, as bibliotecas ou os centros culturais, os novos laboratórios cidadãos não têm como função principal dar acesso e difundir iniciativas, mas centram-se em oferecer plataformas que facilitam a participação dos utilizadores nos processos de experimentação e desenvolvimento de projetos. Quer dizer, os laboratórios cidadãos são espaços onde a cidadania se envolve em processos de inovação aberta.

Também se distinguem dos laboratórios e dos centros de investigação oficiais, já que não são lugares de uso exclusivo de peritos mas espaços abertos à participação de qualquer cidadão.

E, ao contrário das universidades e de outros centros educativos, não têm uma orientação disciplinar mas têm por objetivo reunir pessoas com diferentes saberes e são espaços onde a aprendizagem se pode transmitir ao longo da vida.

Difunda os laboratórios cidadãos.