Arte para resignificar território industrial degradado entre São Paulo e Santos

Expedição organizada pelo Instituto Tomie Ohtake reúne artistas, gestores e produtores para promover intervenções em região que conecta hidrelétricas aos galpões abandonados do Porto de Santos.

O projeto Tecnologias e Alternativas participa nesta terça, 29, de uma expedição que reúne artistas, produtores e gestores culturais para realizar uma pesquisa in loco no território que conecta São Paulo a Santos, por meio de seu patrimônio industrial. A iniciativa integra a novo etapa do projeto Arte/Cidade, organizado pelo professor e filósofo Nelson Brissac, que deste 1993 vem promovendo ações de reflexão e intervenção em territórios urbanos por meio da arte. Esta mais recente etapa do projeto conta com o apoio do Instituto Tomie Ohtaki.

Entre as duas cidades, como escreve Brissac, há “um corredor exportador – importador”, um dispositivo logístico “articulado por duas vias: o complexo hidrelétrico (rio Pinheiros – represa Billings – usina Henry Borden – Cubatão) e o sistema ferroviário (ramal sul – ABC – cremalheira – porto de Santos). Além da Anchieta (indústria automobilística). Caminhos que conduzem aos armazéns do Valongo, os primeiros do porto de Santos, hoje abandonados e alvo de projetos de revitalização da área portuária.”

O grupo que Brissac formou irá se embrenhar nesse território para pensar atividades de intervenção que possam levá-lo a ser, inclusive, redescoberto, uma vez que o patrimônio industrial encontra-se degradado e nossas cidades pedem ousadas estratégias pós-industriais. Brissac trabalha com a hipótese de que possamos desenvolver um paralelo comparativo com “a região do Ruhr, na Alemanha, área de mineração e siderurgia onde um extenso programa de reconversão pós-industrial e de recuperação ambiental foi realizado”.

“De minha parte, com o processo de criação de uma nova instituição de arte, cultura e tecnologia que atue a partir de Santos, com ênfase na promoção dos bens comuns, o chamado de Brissac soou como convocatória.”, afirma Rodrigo Savazoni, coordenador do projeto que vem trabalhando pela criação do Instituto Procomum.

Aguardamos fotos e mais informações sobre os avanços desta aventura!

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