Como os laboratórios cidadãos solucionam problemas reais? Seriam eles um novo modelo para as instituições públicas? E o que devemos esperar dessas iniciativas?

Esses foram alguns questionamentos levantados pelos diretores do Instituto Procomum, Rodrigo Savaoni e Georgia Nicolau, para Somos Ibemeroamérica, portal formado por colaboradores e redes de 22 países que promove debates e divulga trabalhos e conhecimentos produzidos na região.

“Um LAB não pode ser uma abstração”

Rodrigo Savazoni, diretor do IP, escreveu uma coluna para o portal contando a história da criação do LABxS (LAb Santista). No texto, ele explica como a metodologia de um labotatório pode solucionar problemas reais.

“No nosso entender um laboratório não pode ser uma abstração. Deve ser uma plataforma que responda às necessidades reais dos inovadores de uma região”, escreveu Savazoni sobre a importância de mapear e identificar atores locais, parte do processo de formação do LABxS (Lab Santista).

E continua: “O papel de um LAB é repensar os caminhos, porque os desafios, especialmente em sociedades desiguais como as da América Latina, são antigos. O que não quer dizer que não podemos solucionar-los, de uma vez por todas”.

Leia o artigo completo aqui (em espanhol):

Un territorio. Un laboratorio. Una “otra” ciudadanía es posible

“Um espaço onde as pessoas sejam parte e o todo”

Já a diretora do IP, Georgia Haddad Nicolau, foi consultada pelo SomosIberoamerica sobre o que deveria ser um Laboratório Cidadão.

Georgia Nicolau explica que um laboratório deve partir de um território onde está inserido. “O processo é muito mais bonito quando parte das pessoas. Uma instituição não deve vir com propostas fechadas, que podem congelar e excluir os projetos”, conta.

“Um Lab Cidadão parte dos cidadãos de um território, seus saberes, suas necessidades, seus desejos, e utopias. Parte dai para então poder oferecer um espaço de comunhão, de troca de saberes e fazeres, de articulação, onde cidadania, criatividade e transformação social são motores comuns”, conta a diretora do Instituto Procomum.

Leia aqui a matéria completa (em espanhol):

¿Qué debería de ser un Laboratorio Ciudadano?